Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 22/10/2020

O perigo mora em casa

O isolamento social trouxe inúmeros desafios para a sociedade e intensificou os problemas já existentes. Dentre esses obstáculos, os números de casos de violência doméstica aumentaram consideravelmente nesse período de quarentena. Isso ocorreu, principalmente, em virtude da maior convivência familiar, bem como das tensões causadas pelo momento de incertezas e a presença de parceiros violentos. Esse cenário desafiador conduziu uma ampla reflexão a fim de obter mais atenção do Poder Público para a rompimento do ciclo da violência familiar.

Primeiramente, com o distanciamento social, o tempo de convivência entre os entes familiares aumentou em conjunto com o consumo de álcool em casas, o que fez eclodir uma onda de violência contra a mulher. Prova disso foi o aumento no número de denúncias de violência contra a mulher em diversos estados brasileiros, conforme mostrou o índice do Monitor de Violência Doméstica do País. Tal indicador apontou uma elevação de aproximadamente quarenta por cento em abril, em relação ao mesmo mês no ano de 2019.

Com efeito, já ficou clara para o governo a relação entre isolamento social e aumento da violência doméstica, considerando os altos índices no surto da Ebola em 2014. Desta maneira, a crise sanitária do Covid-19 trouxe a necessidade do Poder Executivo implantar mais medidas no combate à violência familiar. Dentre as providências adotadas, a Campanha “Sinal Vermelho” foi realizada e permite que a vítimas peçam ajudam nas farmácias usando apenas um “X” vermelho na palma da mão e mostrando ao atendente, que de pronto chamará a polícia.

Portanto, esse crescimento nas taxas de violência doméstica familiar está inteiramente ligada às crises sanitárias devido necessidade de confinamento social. Isso implica numa maior convivência familiar e se torna um agravante no caso de companheiros violentos. Assim, o Executivo e os demais Poderes devem buscar medidas por meios de campanhas que incentivem a denúncia, além de projetos, como locais de apoio a fim de resguardar a integridade física das vítimas para reduzir e combater esse problema social.