Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 23/10/2020
A história revela que ,desde muito tempo, as mulheres são oprimidas pela sociedade patriarcal, até poucas décadas atrás, elas não podiam nem viajar sem a autorização de seus maridos. E, ainda hoje, com leis que permitiram melhorar tal situação, a repressão permanece acontecendo. Durante o isolamento social, especificamente, houve um aumento do número de casos de violência doméstica , o que significa que grande parte da violência é praticada por um parente. Visando a durabilidade desse triste comportamento social, é preciso tomar providências.
Durante pandemia do novo coronavírus, a OMS e diversas autoridades de saúde nacionais e internacionais têm apontado a casa como local mais seguro nesse cenário. No entanto, para muitas mulheres vítimas de violência, ficar em casa certamente não é sinônimo de estar protegida. Ademais, a perda de renda e o acúmulo de tarefas domésticas oneram as mulheres e as deixam ainda mais sujeitas a esse tipo de agressão.
Um dos fatores que colaboram para a continuação dos fatos supracitados é o pouco discernimento entre um relacionamento saudável e um abusivo. Isso ocorre porque situações como crise de ciúmes é visto como algo natural, entretanto, essa simples característica pode ser o motivo de uma agressão. O filme “obsessão secreta” relata, exatamente, o quão tóxico o ciúmes pode ser e o consequente pensamento de posse, sendo uma boa aplicação da citação de Gustav Jung: “onde acaba o amor, têm início o poder, a violência e o terror”.
Dessa forma, é possível perceber que a violência doméstica está atrelada ao machismo, ainda enraizado na sociedade. Assim, compete ao governo fazer campanhas de conscientização e levar palestras a locais de trabalho e escolas, com o intuito de explicar o que é um relacionamento abusivo e a importância de denunciar. Ademais, ele deve aplicar de maneira mais rígida e eficaz as leis que protegem as mulheres e as respectivas punições em caso de descumprimento da lei, promovendo, assim, um lar mais seguro e saudável para as mulheres brasileiras.