Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 26/10/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à segurança e ao bem-estar social. No entanto, o alto índice de violência doméstica faz com que muitas mulheres não desfrutem desse direito na prática. Nesse contexto, não há dúvidas de que a violência é um desafio no Brasil; o qual ocorre devido ao machismo presente na sociedade, bem como à falta de educação por parte dos agressores.

Em primeiro lugar, cabe deixar claro que o machismo no Brasil é um dos responsáveis pelo alto índice de violência contra mulheres. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), durante a pandemia do novo coronavírus, o número de mulheres vítimas de agressão aumentou 44,9% em relação ao ano anterior. Diante dos fatos, é inadmissível que tantas pessoas tenham suas liberdades violadas por causa de uma  cultura machista.

Faz-se mister, ainda, salientar que a falta de educação também é impulsionadora da violência no Brasil. De acordo com Paulo Freire, filósofo e pedagogo brasileiro, a educação liberta o indivíduo. Ele dizia: “quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser opressor.” Nesse viés, fica evidente a necessidade de políticas públicas que visem combater o machismo e a violência doméstica por meios educativos.

Portanto, indubitavelmente,  medidas são necessárias para a resolução desse problema. Assim, cabe ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, juntamente com o Ministério da Educação, promover debates por meios de escolas públicas a respeito do machismo e os altos índices de violência com a finalidade de conscientizar e, principalmente, educar os jovens. Com essa solução, espera-se que o número de vítimas diminua e a liberdade individual seja um direito inviolável na vida dos brasileiros.