Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 28/10/2020

A constituição Brasileira de 1988, garante a todo cidadão direito à segurança fornecida pelo Estado. Entretanto, as mulheres continuam sendo alvos de violência doméstica, tendo seus direitos violados. Durante a pandemia, houve um aumento significativo de agressões, seja pela maior convivência com seus agressores, seja  pela ineficiência governamental em protegê-las.

Primeiramente, a violência doméstica sempre foi uma realidade brasileira.Segundo pesquisas anteriores a cada dois minutos uma mulher era agredida no Brasil. Em virtude do isolamento social, houve um maior contato com seus companheiros, resultando em um aumento significativo na frequência das agressões. Além disso, há uma relação com o maior consumo de álcool durante o período, droga que torna as pessoas mais agressivas e intolerantes. Nesse contexto, é possível relatar a novela “O Outro Lado do Paraíso”, na qual retrata o problema do alcoolismo e violência domética na história dos personagens Gael e Clara.

Segundamente, por mais que exista uma lei que proteja as mulheres, inspirada na história de Maria da Penha, ela não é devidamente cumprida. A maioria das vítimas não contam com abrigos, tratamento psicologíco, nem mesmo segurança após a determinação de uma medida protetiva.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. “Eduquem as criançãs e não será necessário castigar os homens”, é o que afirma Pitágoras, filósofo grego. Seguindo esse viés, as escolas deverão promover aulas e palestras para crianças e jovens, a fim de desconstruir o machismo enraizado na história da sociedade, deixando a nação livre de preconceitos. Ademais, o Ministério da Mulher e da Justiça, deverão fornecer proteção a vítima, por meio de investimentos em centros de acolhimento e contratação de mais agentes policiais, a fim de garantir a sobrevivência dessas mulheres. Só assim, segundo a primeira Lei de Newton, esse problema sairá da inércia.