Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 20/11/2020
Violência doméstica no patriarcado.
É notório que se vive numa sociedade onde por inúmeras vezes, pessoas enfrentam uma grande dificuldade com violência doméstica. No ano de 2020, em que se confronta uma pandemia, devido à corona vírus, obteve-se a chamada quarentena. Nestes tempos, onde se é necessário manter o isolamento social formou-se uma onda de aumento nos casos desta mesma agressão.
Quando se trata de violência doméstica, vale ressaltar que não é falado apenas sobre agressão física, mas também daquela verbal e psicológica. Há muitos anos, já foi observado que se existe uma desigualdade de gênero que vai perdurando por muitos anos. Estudos apontam que este aumento se faz maior quando as vitimas são mulheres, e é ainda maior quando se trata de mulheres negras, em que essas guerreiras sofrem repressões e racismo diários dentro de seus “lares’’.
Na música “Mulher da Vila Matilde”, interpretada por Elza Soares, divulgada em 2016, vê-se versos como: “Cadê meu celular? Eu vou ligar pro um oito zero.” e “ ‘cê vai se arrepender de levantar a mão pra mim”. É bem observado que a interprete faz relação ao número de mulheres que sofrem com violência doméstica. O Brasil está entre os países mais perigosos para as mulheres, devido não terem segurança nem mesmo em suas casas. Mulheres que tem consciência de que vivem em um patriarcado ficam com medo, se tornando difícil até mesmo de se levantar e denunciar o tal agressor. Portanto, fica óbvio que as mulheres brasileiras necessitam de amparo neste momento de quarentena. Entretanto, fica a critério do governo, adotar para o país inteiro, medidas para ajudar as vítimas. Como em Minas Gerais, que se tornou proibido a venda de bebidas alcoólicas durante a pandemia. Outras práticas como forma de se tornar mais rápido o atendimento a esses casos é a disponibilização de viaturas exclusivas e o amparo psicológico imediato. Para que por fim, talvez as mulheres possam se assegurar ao menos em suas residências.