Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 20/11/2020
A pandemia e a violência doméstica
O coronavírus originou-se na cidade de Wuhan, na China. Começou a se espalhar muito rápido e tornou-se letal, e consequentemente, não demorou muito para se tornar uma pandemia mundial e fazer com que diversos países (incluindo o Brasil) decretassem quarentena em seus territórios. Efetivamente, a sociedade inteira sofreu com essa medida, porém, uma minoria em específico que já sofria este crime com muita frequência, passou a sofrer bem mais, em outras palavras, o número de violência doméstica contra a mulher aumentou drasticamente.
Infelizmente, é possível classificar a sociedade brasileira como machista, visto que segundo o site NOSSA CAUSA, 536 mulheres sofrem agressões físicas e verbais a cada 60 minutos, pelo simples fato de serem mulheres. Com a chegada da quarentena, mais mulheres tiveram que ficar em casa com o intuito de permanecerem seguras em relação à doença da covid-19, o problema é que uma parte delas não está mais segura do que antes e talvez esteja correndo mais riscos junto aos seus parceiros abusivos.
Destarte, a agressão contra a mulher dentro de sua residência aumentou tanto que o número de discagem abordando denúncias de violência contra a mulher aumentou em 40% desde o início do isolamento social, de acordo com dados do Ministério da Mulher, da Família, e dos Direitos Humanos (MMFDH). Número que obviamente preocupa, uma vez que um levantamento encomendado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta que 52% das mulheres ficam caladas diante a essas situações porque têm medo de denunciar ou acreditam que a denúncia será indiferente.
Com o objetivo de diminuir estes números, é dever do Ministério da Mulher, da Família, e dos Direitos Humanos, juntamente com o governo, que enrijeçam as leis que protegem a vida e a dignidade da mulher brasileira, como a Lei Maria da Penha (Lei nº11.340), ainda mais neste período de quarentena. É também dever da mídia e da sociedade encorajar as mulheres a denunciarem seus agressores, não terem medo de lutar pelo direito de igualdade, e acima de tudo, valorizar a personalidade forte que se encontra dentro delas mesmas.