Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 20/11/2020
Pela lei do suporte financeiro
A pandemia gerou um aumento no número de casos de violência doméstica no mundo e é uma preocupação crescente. Há muitos motivos e agravantes para tal crescimento em cada cada região. No entanto, o medo em meio à dependência financeira, além das implicações do confinamento em si, ajudam a explicar esse fenômeno no Brasil.
Todos os dias, os noticiários informam sobre o crescente desemprego gerado pela pandemia no país. Com isso, muitas mulheres perderam seu emprego e se veem, hoje, dependentes financeiramente dos maridos. Então, quando casos de abuso acontecem, essas mulheres, que antes poderiam sair de casa e se sustentar sozinhas, agora já não tem mais condições. Portanto, o medo de sair de casa ou denunciar o companheiro, ficando sem ter para onde ir, aumentou muito e, com isso, também as estatísticas de abuso.
Além disso, o confinamento em si acaba gerando ansiedade e tensões entre os casais. Não ao acaso, o número de separações no Brasil durante a pandemia explodiu. É um aumento de mais de 50% com relação ao ano passado desde o início da pandemia. E, somando-se a isso, enquanto alguns casos de tensão matrimonial viram estatística de divórcio, outros viram números de violência doméstica, o que ajuda a explicar seus aumentos correlatos.
Portanto, a dependência financeira e o confinamento criados pela pandemia acabaram agravando os números de violência doméstica no Brasil. Uma solução, para tentar reverter essa tendência, seria a criação de um projeto de lei pelo congresso com o objetivo de dar suporte financeiro, por meio de uma bolsa aos moldes do seguro-desemprego, às vítimas de violência doméstica que não tem fonte de renda. Assim, elas teriam mais condições para abandonar, sem medo, essa situação insalubre.