Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 23/11/2020

Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena:

Com o início da quarentena em março, o governo aconselhou as pessoas ficassem em casa para o bem de todos. Com isso, houve o aumento da violência doméstica em todo o país. O problema, que já era recorrente e subnotificado, apenas foi agravado com a quarentena. Esse agravamento ocorreu devido ao fato das vítimas terem de ficar mais tempo junto de seus agressores.

Uma convivência forçada pela quarentena facilitou aos agressores à prática da violência. Os casos de feminicídio aumentaram de 13 para 19, segundo a polícia militar. Quanto mais tempo ao lado do marido ou namorado, a mulher está sujeita a ser mais um dos 600 casos por dia em média no Brasil. Quanto mais tempo juntos, maior a frequência e intensidade de brigas, possibilitando não só a violência física como psicológica também.

Além disso, a convivência forçada dificultou às vítimas a busca de ajuda. Pela constante presença do agressor, encontram-se em maior risco ao tentar denunciar, sob constante temor de sofrerem retaliações. A campanha “sinal vermelho” surgiu, diante desde cenário na tentativa de estimular a denúncia. Sem a necessidade de falar, um “X” vermelho na palma da mão explicita que lá há uma vítima buscando ajuda.

Diante deste caso é necessário ações para diminuir a violência e auxiliar as vítimas. E cabe aos governo estadual e o ministério da mulher, família e direitos humanos direcionar maiores recursos a delegacias e hospitais para melhorar a capacidade de investigar e acolher casos de violência doméstica. Além disso, é necessário investir em palestras e propagandas em empresas, escolas e locais públicos que eduquem e orientem sobre a não violência, a fim de reduzir os casos no país.