Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 24/11/2020

Os casos de agressão contra mulheres são uma realidade no Brasil e em outros países antes mesmo da pandemia do novo coronavírus. Infelizmente, todo tipo de violência contra a mulher, incluindo o feminicídio, é refletido em estatísticas assustadoras e se tornado um grande problema de saúde pública e de violação dos direitos humanos.

Com a necessidade de isolamento social, o quadro se agravou ainda mais e o número de denúncias, ao contrário, diminuiu bastante, pela falta de acesso presencial às delegacias, entre outros órgãos competentes, nesse período.

Isso se deve a uma série de fatores, como a perda ou diminuição da renda familiar em razão do desemprego, suspensão das atividades laborais, sobrecarga das tarefas domésticas, incluindo o cuidado dos filhos fora da escola, aumento do consumo de bebidas alcoólicas, isolamento da vítima de seus amigos e familiares, e outras situações que aumentam o tensionamento nas relações familiares.

Em outras ocasiões, o isolamento social já foi visto como causa de aumento da violência doméstica e familiar. Foi o caso da crise de Ebola na República Democrática do Congo. Um relatório do Comitê Internacional de Resgate - organização criada pela iniciativa de Albert Einstein - mostra que a percepção de aumento da violência aumenta consideravelmente. Isso também aconteceu no Brasil durante o surto de Zika Vírus em 2016.

Em síntese, fica a critério do governo, aderir meios que afetam essas mulheres, como por exemplo, utilizando linhas mais rápidas nas delegacias da mulher, e disponibilizando mais viaturas exclusivas para essas ocorrências. Por fim, talvez dessa forma a mulher brasileira fique segura própria residência.