Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 24/11/2020
Uma nova cultura
Vivenciar uma cultura pautada no patriarcalismo traz diversas consequências para o corpo social, como por exemplo: a agressão contra mulheres. De acordo com o Ministério da Saúde no ano de 2019 eram registrados um caso a cada quatro minutos. Recentemente uma série de medidas foram tomadas para lidar com a pandemia de COVID-19, tendo como principal forma de prevenção o isolamento social.
A violência contra mulher está presente na sociedade, sendo um fenômeno tão antigo quanto a própria humanidade, isso, porque a desvalorização e a subjugação social da mulher está enraizado na própria cultura da comunidade.
Ao se deparar com isolamento social diversas famílias tiveram que lidar com a convivência 24horas por dia, o que intensificou as desavenças matrimoniais, resultando no aumento dos casos de agressão às mulheres e na diminuição das denúncias, devido aos obstáculos de comparecer presencialmente nas delegacias.
Ao contrário do que pensa o senso comum a violência doméstica não se restringe apenas a agressão física, mas também psicológica, onde a mulher é submetido a uma série de ofensas e humilhações, que resultam em sérios danos emocionais, ou patrimonial, que consiste na destruição ou subtração de seus objetos, instrumentos de trabalho, e bens materiais, entre outros.
Diante dessa realidade, o governo juntamente com diversas iniciativas privadas criaram uma série de meios para facilitar a denunciar dos agressores, como denuncias feitas através de aplicativos de compras ou por assistência móvel, como uma solução a curto prazo.
Apesar das soluções mencionadas, ainda há muito o que melhorar, como por exemplo: a substituição dos colaboradores homens por mulheres, possibilitando uma maior abertura e justiça nos casos de agressão, mas visando uma mudança realmente significativa é necessário que haja uma reeducação em relação à cultura dos dias atuais, se dedicando a uma nova geração, que deixará o legado do machismo para trás.