Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 26/11/2020

Na obra “É assim que acaba” de Kamy Garcia, ilustra o ciclo de agressão doméstica, em que Lilly, odiava seu pai por ser violento com sua mãe, conquanto, se casou com um homem com um comportamento semelhante ao dele. Por conseguinte, Lilly não entendia porque sua mãe aceitava as agressões de seu pai, porém ao passar pela mesma experiência descobriu o quão difícil é quebrar o ciclo da violência familiar. Diante disso, é de suma importância denunciar que a discrepância social é um dos principais fatores que contribui para perpetuação desses maus hábitos para gerações futuras. Conseguintemente, é extremamente profícuo relatar que laços emocionais se tornam uma forte arma nas mãos dos agressores, visto que eles usam o supracitado como uma forma de manipular às vítimas.

Inicialmente, a desigualdade social entre as mulheres vítimas de agressão doméstica é notável, porquanto nem todas tem condições financeira favorável. Dessa forma, muitas mulheres sem ter para onde ir, se veem obrigadas a continuar suportando agressões física e morais de seus conjugues. Dessarte, essa realidade vivenciada por muitas famílias brasileiras têm  origens históricas, que reflete até os dias hodiernos. por conseguinte, no século passado o machismo fora bastante comum na sociedade, consequentemente, exerce influência ainda nos tempos contemporâneos. Sendo assim, em pleno século XXI, muitas pessoas ainda acreditam que tal circunstancias é culpa das vítimas que mesmo sendo sujeitas a maus tratos permanece se relacionando com o agressor.

Ademais, os laços emocionais de certa forma se tornam uma ferramenta de manipulação concernente as vítimas de agressão. Dessa maneira, segundo a filósofa Simone Beauvoir, o opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplice entre os próprios oprimidos. Á vista disso, muitas vítimas de agressão encaram esse vivencia como algo natural, pois, justifica constantemente as atitudes do opressor. Dessa forma, muitas mulheres estão doentes emocionalmente, porquanto, muitas já vieram de um lar violento. Desse modo, é extremamente importante que sociedade tenha consciência que a mulher não volta para o agressor pois gosta de apanhar, e sim porque está com suas faculdades mentais altamente danificadas, portanto impossibilitada de ter uma atitude coerente.

Dado exposto, agressão domestica é uma realidade que sempre esteve presente na sociedade civilizada, de modo que a violência ocorre não só física, mas também emocional o que propicia um ciclo vicioso alusivo as gerações futuras. Assim sendo, é essencial que o Ministério da mulher patrocine campanhas, através da televisão local juntamente com as plataforma digitais, afim de encorajar às vítimas a denunciar e assegurando-a o apoio Estatal mediante a incentivos e consultas psicológicas. Por fim, todas vítimas de agressão poderá ser futuras Lillys e assim, quebrando o ciclo da violência.