Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 27/11/2020

Na série “West World”, é abordado cenas no qual ocorre o assassinato de uma mãe solteira e sua filha na cabana em que moravam. Em contexto real e hodierno, perante o isolamento social causado pelo Covid-19, casos de violências contra mulheres, como na obra fictícia, em âmbito doméstico, tive-ram suas ocorrências potencializadas. Nessa perspectiva, essas brutalidades, principalmente na qua-rentena, baseiam-se ora no machismo ainda vigente, ora no estresse pelo alto tempo de convivência.

Previamente, vale ressaltar que o resguardo social não justifica os atos violentos, uma vez que os agressores já eram violentos mesmo antes da pandemia. Nessa lógica, consoante o poeta contempo-rânio Braulio Bessa, certas hipóteses não mudam a índole humana, todavia revelam suas verdadeiras características. Assim, o machismo presente na sociedade, alicerce da violência doméstica - que pode ser física, psicológica, moral e sexual- é algo desenvolvido na constituição do individuo com fun-damento em ideias históricos, não uma ocasionalidade da quarentena. Nessa perspectiva, para encontrar esse aumento de injustiças contra as mulheres -que mais remonta um cenário do Brasil império com tabus femininos, limitações e opressões-, deve haver uma educação de base qualificada.

Em segunda análise, a iniciativa da adesão ao “HOME OFFICE”, expandiu o tempo de convivência e interação entre pessoas em domicílio. Assim sendo, a probabilidade de conflitos aumentam e, com isso, os abusos domésticos. Isso posto, somado ao desconhecimento de direitos e omissões, de acordo com o portal de noticias G1, ocasionam os crescentes índices de espancamentos e feminicídios. Nesse âmbito, atitudes feministas como as mostradas por Anitta ou Bruna Marquezine, a título de exemplo, bem como o disque denúncia e a delegacia da mulher, possuem pouca relevância se não atingirem as massas oprimidas - para incitar-los à tomada de atitudes contra o agressor. Em vista disso, se faz necessário práticas como o da filósofa Simone de Beauvoir, com a escrita e disponibilização de livros.

Logo, fica claro que é impreterível extinguir os fundamentos que acarretam as agresões domésticas. Para tanto, os órgãos do Estado, responsáveis pela segurança e educação, devem tornar eficazes os projetos já existentes no combate a essa criminalidade e, ainda, criar auxílios aos vitimados. Perante isso, essas ações  poderão ser tomadas por meio de campanhas nas mídias sociais -internet, TV, rádio-

e nas escolas sob forma de feiras, palestras e ou gincanas, de modo a proporcionar conhecimentos sobre as causas e as intervenções cabíveis. Além de tudo, evidenciará o apoio governamental, que poderá conceder ajuda econômica, psicologica, judicial a quem precisar. Assim, os fitos de dimunuir os índices e ocorrências como nas trazidas em “West World”, serão atingidos.