Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 26/11/2020

Desde o século XVIII, com a corrente filosófica do Iluminismo, entende-se que o ser humano está em condições de tornar esse mundo um lugar melhor. Entretanto, quando se observa o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena, verifica-se que essa é uma ideia constatada na teoria e não desejavelmente na prática. Sob essa perspectiva, a insuficiência constitucional e social corroboram esse impasse e a problemática segue inerente ligada à realidade da sociedade. Assim, urge analisar os fatores envolvidos, a fim de elencar medidas para atenuar tal cenário.

Mormente, muitas instituições sociais não se comprometem substancialmente com a necessidade de promoverem a diminuição da violência doméstica, mesmo que esse seja um dever da sociedade. Nesse âmbito, segundo um levantamento realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o número de ocorrências de violência contra a mulher aumentou em seis estados, em comparação ao mesmo período em 2019. Tais estatísticas são intensificadas devido à carência de políticas públicas que auxiliem o indivíduo a ligar para o canal de atendimento á mulher 180, com o objetivo de denunciar casos de violência doméstica e o conscientizem acerca de como enfrentar o aumento da violência doméstica, alimentada pela pandemia.

Ademais, apesar dos avanços, o Brasil hodierno encontra um cenário preocupante no enfrentamento da violência doméstica. Isso ocorre pois, o isolamento social acentua a convivência entre os familiares, o que pode aumentar a violência doméstica. Nesse sentido, a sua redução torna-se imperioso, principalmente por desencadear problemas psicológicos, depressão e medo às vítimas. Contudo, a incúria social, vinculada ao deficit em investimentos contra a violência doméstica, fomenta a perpetuação do empecilho, o qual resulta na incapacidade de reduzi-la.

Portanto, como visto acima, medidas devem ser efetivadas com o intuito de diminuir a violência doméstica durante a quarentena. Logo, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humano, em parceria com o Estado, ao seguirem o “Imperativo categórico” de Kant -o qual assegura que o princípio da ética é agir de forma que essa ação seja uma prática universal- por meio de verbas governamentais, adquiridas mediante empréstimos com o Banco Mundial, desenvolverem um projeto sobre a violência doméstica, com o slogan “Diga não à violência doméstica, denuncie”, promoverem palestras em plataformas como o YouTube e distribuírem panfletos em centros urbanos, periferias, casas, hospitais, escolas e delegacias com informações sobre o 180. Dessa forma, o Brasil poderá garantir a filosofia iluminista e a síntese kanteana será consolidada.