Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 02/12/2020
Na obra “é assim que acaba,” de Collen Hoover, ilustra o ciclo da agressão doméstica, em que Lilly odiava seu pai por ser violento com sua mãe, conquanto, se casou com um homem com um comportamento semelhante ao dele. Por conseguinte, Lilly não entendia porque sua mãe aceitava as agressões de seu pai, porém, ao passa pela mesma experiência, descobriu o quão difícil é quebrar o ciclo da violência familiar. Diante disso, é de suma importância denunciar que a discrepância social é um dos fatores que contribuem para a perpetuação desses maus hábitos para gerações futuras. Dessa forma, é extremamente profícuo relatar que laços emocionais tornam-se uma forte arma na mão dos agressores, visto que eles usam o supracitado como uma forma de manipular às vítimas.
Inicialmente, a desigualdade social entre as mulheres vítimas de agressão domestica é notável, porquanto nem todas têm condições financeiras favoráveis. Desse modo, muitas mulheres sem terem para onde se encaminharem se veem obrigadas a suportar agressão física e morais de seus cônjuges. Dessarte, essa realidade vivenciada por muitas famílias brasileiras têm origens históricas, que refletem até os dias hodiernos. Sendo assim, no século passado, o machismo fora bastante comum na sociedade, conseguintemente, exerce influência nos tempos contemporâneos. Posto isto, em pleno século XXI, muitas pessoas ainda acreditam que tal circunstância é culpa da vítima que, mesmo recebendo um maus tratos, permanecer se relacionando com o agressor.
Ademais, os laços emocionais de certa forma se tornam uma ferramenta de manipulação concernente às vítimas de opugnação. Dessa maneira, segundo a filósofa Simone Beauvoir, o opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplice ente os próprios oprimidos. À vista disso, muitos padecentes da violência encaram essa vivencia como algo natural, pois justificam constantemente as atitudes do opressor. Dessa forma, muitas mulheres então doentes emocionalmente, porque muitas já vieram de um lar violento. Desse modo, é extremamente importante que a sociedade tenha consciência que a mulher não volta para o ultrajante pois gosta de apanhar, e sim porque está com suas faculdades metais altamente danificadas, portanto, impossibilitada de ter uma atitude coerente.
Dado exposto, a agressão doméstica é uma realidade presente no século XXI, de modo que a violência ocorre não só física, mas também emocional o que propicia uma sequência viciosa alusivas às gerações futuras. Logo, é essencial que o Ministério da Mulher patrocine campanhas, através da televisão local em conjunto com as plataformas digitais, a fim de encorajar as vítimas a denunciar e assegurando - as o apoio Estatal, mediante a incentivos e consultas psicológicas. Por fim, todas as vítimas de agressão poderá ser futuras Lillys e, assim, quebrando o ciclo da violência.