Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 14/12/2020

Segundo dados publicados pelo site “ISTOÉ”, o número de denúncias sobre a violência contra a mulher aumentou em 40% durante a pandemia do COVID-19. Assim, essa situação mostra qual grupo está mais vulnerável no período de quarentena. Entretanto, isso não ocorre devido somente à pandemia, mas também à sociedade patriarcal imposta no Brasil que, consequentemente, na necessidade de isolamento social se tornou mais explícita.

Sob esse viés, é notório que a crença da existência de um poder dos homens sobre as mulheres compromete a estabilidade harmônica nos lares brasileiros. Nesse sentido, de acordo com pesquisas do G1, o Líbano ainda normaliza  violências contra as mulheres, demonstrando a existência do patriarcalismo no mundo contemporâneo. Dessa forma,  vê-se o quão expostas já estavam as mulheres no dia a dia sem a solicitação de uma quarentena.

Por conseguinte, a ordem de permanência em casa imposta às vítimas torna-se problemática. Desse modo, não só a dificuldade em permanecer no processo de denúncia, mas sim a impossibilidade de denunciar agravam essa situação, afirma site “Politize”. Dessa maneira, todos esses pilares se encaminham para a construção da violência doméstica, uma vez que não são encontradas as soluções corretas para esses casos.

Dado o exposto, para melhora desse quadro problemático , deve existir ações do Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). Nesse âmbito, deverão ser realizadas fiscalizações, por exemplo verificações e entrevistas com os moradores, nas casas brasileiras pelos agentes da polícia municipal por meio de visitas mensais. Além disso, o MMFDH deve tornar mais acessíveis delegacias para os direitos das mulheres. Somente assim, o Brasil poderá obter diminuição nos casos de agressões verbais, físicas e sexuais nas mulheres, principalmente, na quarentena.