Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 31/12/2020

É evidente que a violência doméstica é um problema que a sociedade enfrenta há milhares de anos. Não só a violência física, mas também a violência verbal e psicológica é presente na vida de muitas mulheres ainda nos dias de hoje. Atualmente, com a pandemia do Covid-19 e a maioria das pessoas tendo que ficar em casa, muitas mulheres estão correndo tanto perigo quanto se estivessem nas ruas, sendo que seus inimigos estão ainda mais perto.

Antes de mais nada, vale ressaltar como nunca houve uma sociedade igualitária em toda a história da humanidade, principalmente se tratando do sexo oposto. Dessa forma, o livro Cavalos Partidos, de Jeannette Walls, mostra a forma como a mulher sempre foi rebaixada, e como a sociedade patriarcal criava esteriótipos que diziam o que a mulher devia fazer e como se comportar, na época dos anos 1930. Portanto, quase 100 anos já se passaram, e a mulher ainda é obrigada a viver da forma criteriosa.

Sendo assim, como o governo pede para mulheres, donas de casa ou trabalhadoras, para ficar em casa com seus maridos abusivos? Meios aderidos durante a pandemia por cidades em Tocantis e Minas Gerais, como a proibição da venda de bebidas alcoólicas, são de imensa importância, tendo em vista que muitos abusos ocorrem depois de as mesmas serem ingeridas. Certamente, o Brasil sempre possuiu em sua cultura, músicas que de certa forma incentivam a violência, como na música “Ajoelha e chora” do Grupo Revelação, onde se afirma que “quanto mais eu paço o laço, muito mais ela me adora”. É inegável que esse tipo de canção, leva homens a pensar que bater em mulher, faz dele muito melhor. -   Em suma, fica claro como as mulheres brasileiras precisam de amparo nesse momento. Fica a critério do governo, aderir meios que irão ajudar essas mulheres, como por exemplo, utilizando linhas mais rápidas nas delegacias da mulher, e disponibilizando mais viaturas exclusivas para essas ocorrências. Por fim, talvez dessa forma a mulher brasileira fique segura em sua própria residência.