Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 05/01/2021
Na série Bom dia, Verônica transmitida pela Netflix, é retratada diversas violências, psicológicas e físicas, contra mulheres, dentro de suas casas, por seus próprios companheiros. Ao longo da trama, a narrativa revela como a situação vai agravando e ficando cada vez mais difícil de pedir ajuda, aponta também como a polícia é falha nesses casos. Fora da ficção fica claro que a realidade apresentada na série pode ser facilmente um enredo da vida real.
Em primeiro lugar, é importante destacar que com a chegada da pandemia toda a população teve que se manter isolada em suas residências, o que deu o aumento da tensão dentro dos lares resultando em aumento da violência doméstica, que teve um agravamento de 50% somente no Rio de Janeiro. No período do início da quarentena foram registradas 16 mulheres que foram mortas dentro de seus lares, e no mesmo tempo do ano passado, o número era 9, e os números não param de crescer. Assim a população se sensibilizou criando algumas campanhas em apoio, como por exemplo, a vítima de agressão doméstica pode buscar socorro em farmácias, sem nem precisar de uma comunicação verbal, basta fazer um x vermelho na palma da mão e mostrar a um atendente ou ao um farmacêutico, e ele imediatamente pode acionar a polícia.
Apesar do apoio da população, não se pode esquecer de que é um papel do estado fornecer segurança para cada uma dessas mulheres, para que elas possam denunciar sem medo, e o agravamento dos casos de violência doméstica tem uma real ação legislativa é reflexo da ineficiência governamental que precisa urgentemente de reparo.
Infere-se, portanto, que a violência domiciliar na sociedade brasileira é uma problemática que deve ser urgentemente combatida. sendo assim, cabe ao governo federal construir mais delegacias especializadas nos direitos femininos a fim de atenuar a prática da violência domiciliar feminina, além de aumentar a penalidade quem a prática. Esta medida não só fortificaria a ideia de isonomia a qual está descrita na constituição, como também tornaria realidade o fim da violência domiciliar contra mulher que virou utopia para o Brasil. Somente assim, será possível resolver esse impasse.