Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 06/01/2021

Com as medidas de isolamento social, governos em todo o mundo relataram aumento nas denúncias de violência doméstica. Segundo a ONU, as mulheres são uma das preocupações durante a quarentena, já que não somente elas estão afastadas de suas redes de apoio (familiares e amigos), mas estão tendo que conviver o tempo todo com o possível agressor. Outrossim, fatores como a negligência governamental e comunicativa, favorecem a persistência do empecilho.

Inicialmente, cabe abordar a problemática com ênfase em princípios humanistas. De acordo com Sartre, o homem deve zelar pelo bem coletivo em detrimento do individual, uma vez que ele está articulado a uma comunidade. No entanto, a agressão doméstica rompe com essa lógica altruísta, pois a segurança (por ser vítima de um crime em sua própria casa) e o bem estar (pelas sequelas ocosionadas das agressões) do corpo social é prejudicado. Isso ocorre porque o Poder Executivo não intervém de maneira eficaz, haja vista o gasto com impostos para promover a mudança desse quadro.

Ademais, é imperioso pontuar que a influência negativa efetuada pela mídia, por omitir a necessidade da denúncia da vítima e ocultar os casos diários,  também é um forte responsável pela continuidade do problema, já que o ministro da propaganda nazista Joseph Goebbels, afirmou que algo só se torna verídico ao ser veiculado constantemente, ratificando como a comunicação e a publicidade influenciam em uma doutrinação de descaso e falta de ativismo social e Estatal.

Em suma, é imprescindível intervir. Para isso, o Governo Federal, com apoio da mídia, a partir de verbas da União, deve promover meios informativos, como propagandas, documentários e slogans, que explicitem a inevitabilidade de denunciar o agressor para que ele venha a ser punido, e não cometa o mesmo delito. O Poder Público também deve oferecer casas e abrigos de proteção à vítima, para que elas sejam asseguradas em relação a qualquer tipo de represália oriunda do criminoso. Diante das intermediações pontuadas, o impasse será mediado na sociedade.