Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 15/01/2021

Na série brasileira ‘‘Coisa Mais Linda’’, é retratado o enredo do assassinato da personagem Lígia, morta pelo ex-marido por este não aceitar o término do relacionamento. Acerca disso, fora da ficção, percebe-se uma analogia com os casos de violência doméstica acontecidas no Brasil, que aumentou segundo o ‘‘Globo’’ em 50% durante a quarentena da COVID-19. Em síntese, torna-se essencial o debate sobre essa problemática, que persiste tanto por uma banalização do assunto, como também por existir uma lentidão da justiça.                                                          Nesse contexto, a banalização para com a violência doméstica tende a tornar esse problema comum, e isso potencializa para que as pessoas não deem a devida importância necessária. Diante disso, segundo a psicológa Maria Berenice Dias, a maneira trivial com a qual a sociedade está lidando acerca da brutalidade nos ambientes familiares têm levado  à invisibilidade do crime de maior incidência no país, e que de acordo com o ‘‘G1.COM’’ esse foi um dos motivos para elevar em 65,3% os casos de violência. Dessa forma, é notório que são precisas ações para minimizar o embate.        Além disso, é válido ressaltar que a demora da justiça em julgar os casos de agressão é uma das causas pelas quais muitas vítimas mesmo com a denúncia vivem em risco. Prova disso é o site ‘‘Síntese Eventos’’, no qual mostra que apenas 5% dos  processos de violência doméstica tiveram algum andamento. Logo, é nítido o desinteresse do sistema judicial para com os indivíduos que passam por esse tipo de crueldade, percebe-se então que essa problemática precisa ser combatida.                                        Portanto, são necessárias medidas para diminuir a banalização do assunto e a lentidão da justiça. Com isso cabe ao Estado criar campanhas para serem expostas nas redes midiáticas, e que por meio destas seja mostrado tudo sobre a violência doméstica e como denuncia-lá, a fim de que esse assunto não entre na invisibilidade. Como também, deverá ser criado um mecanismo, no qual o judiciário por meio de um processo penal julgará todo os casos de violência logo após a denúncia da vítima.