Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 16/01/2021
A violência contra a mulher (que pode ser fisíca ou psicológica) está atrelada ao conceito patriarcal em que a sociedade se fundamentou. Após séculos de lutas sociais para alcançar direitos igualitários, ainda resiste a idéia de objetificação da mulher, como se fosse uma posse do homem, seja ele marido ou namorado. A violência contra a mulher é um reflexo desse sentimento de posse, por mais que a quarentena obrige o confinamento da família, crie mais tensões, ainda sim, nenhum argumento pode dar razão a esse tipo de violência.
As mulheres viveram séculos de resignação de sociedades centradas no patriarcado, e atualmente, apesar de todas as conquistas, ainda sentem pressões sociais retrógradas que se mantêm no imaginário de muitos homens e até algumas mulheres, que acabam colaborando com a permanência de esteriótipos e preconceitos.
Mesmo com a existência da delegacia da mulher, lei Maria da Penha, e uma tentativa incipiente de conscientização por meio das mídias, persiste o feminicídeo a violência contra a mulher. A mentalidade da sociedade conscientiza-se lentamente sobre a violência doméstica, e para acelerar esse processo, é preciso ser mais taxativo e abordar com mais frequência o assunto em diversos tipos de mídias.
Depreende-se, portanto, que para um processo de maior conscientização da violência contra a mulher, seja ela fisíca ou psicológica, é necessário uma publicidade constante, auxiliado pelo ensino, que tem que começar desde a infância, demonstrando a equidade de direitos dos gêneros. Não obstante, além de um bom trabalho publicitário, coordenado pelo governo federal, tem que se intensificar ações das justiça que objetivam apuração do respeito às medidas protetivas contra os agressores.