Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 19/01/2021

Segundo a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, a pandemia do novo coronavírus contribuiu para o aumento de casos de violência doméstica. Isso porque, fez-se necessário que houvesse um isolamento social a fim de diminuir os casos da doença, o que estimulou uma maior convivência entre os membros de uma residência. Tal cenário precisa ser urgentemente modificado.

Primeiramente, é fato de que as principais vítimas da violência doméstica são as mulheres. Esse tipo de violência ocorre por diversos motivos, bem como: alcoolismo, problemas financeiros ou familiares, a renúncia da mulher aos atos sexuais, estresse entre outros. No período da pandemia, os problemas financeiros e o estresse foram as principais razões para a ocorrência das agressões. Os problemas financeiros, em decorrência do grande crescimento de desempregos fazendo com que, assim, as pessoas passassem a ficar mais tempo em casa e preocupados com sua renda e, em conjunto, o estresse resultante desse tempo passado dentro de casa, o que fez com que os agressores descontassem suas insatisfações em suas parceiras. Segundo dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, no mês de abril de 2020, o número de denúncias feitas ao Ligue 180 cresceu cerca de 36% se comparado ao mesmo mês do ano de 2019.

Dessa forma, é fundamental que o Ministério da Saúde e o poder legislativo atuem em conjunto visando diminuir os casos de violência doméstica que persiste no período do isolamento social. O Ministério da Saúde pode atuar promovendo palestras sobre a saúde mental, criando sites ou aplicativos onde os usuários possam conversar anonimamente sobre suas dificuldades a fim de evitar o estresse. O poder legislativo aprimorando as leis já existentes, intensificando penas maiores aos agressores. Assim, será possível que as vítimas denunciem com mais facilidade e possam se sentir mais seguras em seu ambiente familiar.