Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 18/02/2021

Segundo a OMS, um dos principais protocolos de profilaxia contra a COVID-19 é o isolamento social. Desde então, a convivência entre os cônjuges nas famílias tem sido exacerbada e assim com ela, a violência doméstica e o número de subnotificações referentes ao crime. Diante desse panorama, faz-se necessária uma forma de cessar esse sofrimento, que é a realidade de tantas mulheres no país.

Sabe-se que, no mundo pré-pandêmico devido às obrigações cotidianas, às diversas exigências capitalistas laborais, com longas cargas horária e o do tempo de lazer como válvla de escape, a maior parte dos casais passava seu tempo majoritariamente fora do ambiente residencial. Com a quarentena, a permanência em casa intensificou os atritos por dificuldades relacionais já existentes, tédio, estresse, etc. Portanto, mulheres que já estavam em situação de algum tipo vulnerabilidade estão a mercê de potenciais agressores.

É importante frisar que, nos lares onde a violência doméstica é uma realidade, a proximidade e convivência incessante das vítimas com seu opressor torna cada vez mais difícil o processo de denúncias pela mulher. Ou seja, o fenômeno social extremamente preocupante e recorrente devido ao medo, submissào e falta de informação (a subnotificação) agora se agrava.

Em suma, objetivando amenizar os impactos dessas mudanças na vida dos casais e findar essa atribulação. Faz-se pertinente que  o estado, responsável pela segurança da população, através de agentes policiais com o apoio do Ministério da Mulher e da Família, façam patrulhas e instalem postos discretos e estratégicos, onde poderão ser feitas denúncias e possa ser dado o suporte necessário para o processo de superação dessa situação problema. Dessa forma, as mulheres brasileiras, em algum aspect deixarão de ser negligenciadas.