Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 22/02/2021

A violência contra a mulher vem se tornando ao longo dos anos um dos maiores e mais importantes problemas da sociedade brasileira, e milhares de pessoas sofrem com esse problema constantemente, porém durante esse período de isolamento social, as taxas de violência doméstica aumentaram de uma forma abrupta. Apesar de ser um problema que recentemente começou a ser tratado com mais seriedade, as pessoas só começam a ver a real importância do combate a esse tipo de violência quando o problema é próximo de si. O fato é que não devemos omitir caso isso ocorra com alguém que conheça ou não, de alguma forma estaremos salvando uma vida.

Segundo o jornal folha de São paulo, a região Sudeste do país teve nos anos de 2018 e 2019 cerca de 900 casos de feminícidio sendo esses dados apenas casos registrados sem levar em conta os casos que são subnotificados  e omitidos dos órgãos competentes. No contexto da pandemia de COVID-19 os atendimentos da polícia militar á mulheres vítimas de violência aumentaram 44,9% no estado de São Paulo. Em relatório divulgado no dia 20 de junho, o fórum brasileiro de segurança pública(FBSP) informa que o total de socorros prestados passou de 6.775 para 9.817, na comparação entre  Março de 2019 á Março de 2020.

Apesar de ter sido registrado o aumento dos casos de violência doméstica, sabe-se que esses números de casos é bem maior por conta da subnotificação dos casos e formalizar a denúncia policial se tornou uma grande dificuldade para as vítimas além dos obstáculos, já existentes a quarentena e as regras de isolamento social contribuiram mais para que esses casos não chegassem ás mãos dos órgãos competentes.

Levando em conta o que se foi observado, temos em vista que todos os dias têm muitas mulheres que perdem suas vidas de forma violenta em algum lugar do país e com os números alarmantes e para que aos poucos esses números possam diminuir o Governo deve capacitar mais profissionais, auxiliar com apoio de psicólogos ás sobreviventes e suas famílias, nas escolas educar e conscientizar a população, e a mídia ser mais consciente e responsável em notificar a população de um grande problema que hoje infelizmente é ignorado pela sociedade brasileira.