Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 12/07/2021
No livro “Contos de Aia” da escritora canadense, Margarett Atwood é retratada uma realidade distópica na qual a obra explora temas de subjugação da mulher, nesse estado chamado Gilleard as mulheres são objetos, por um lado, não possui direitos por outro,deveres e atos violentos constantes. Fora da ficção o cerceamento se torna igual à ficção onde os lares são o estado e o personagem se torna igual, em que casos de violência doméstica durante a quarentena aumentada devido a pouca efetividade de controle dos agressores no ambiente doméstico e omissão dos orgãos públicos na proteção do indíviduo. Se faz necessária a urgência e analíse para resolução da problemática.
Mormente, do início da pandemia do novo - Sars-Cov2 - as mulheres passaram a ficar 24 horas em casa, com seus agressores, de acordo com o ministra, Damares Alves do Ministério da Mulher da Família e dos Direitos Humanos -MMFDH-, houve um aumento de mais de 100 mil denúncias de atos contra a mulher em 2020, como fator principal a pandemia. Mesmo com leis expecíficas como a Lei Maria da Penha - 11.340 / 06 - tornando mais rigorosa a punição de agressões no território nacional, uma falta de controle dos orgãos responsáveis como a delegacia da mulher, assistência psicosocial municipal para o acompanhamento após denúncia é obsoleta , sendo muitas vezes ineficaz na proteção, amparo, e recuperação psicológica da cidadã.
Como a escritora Atwood descreve no livro: “Homens têm medo que as mulheres riam deles. Mulheres têm medo que os homens as matem “. Esse gatilho que a autora enuncia se faz uma realidade dolorosa nos dados sociais mais de 1400 mulheres perderam a vida em 2020 os assassinos seus companheiros e ex-companheiros conforme o jornal, Folha de S. Paulo. Quando um crime é cometido contra uma pessoa pelo fato de ser do sexo feminino é considerado “feminicídio”, sendo tal conduta considerado hediondo e um agravante à pena, não reduz as tristes estatísticas. Segundo a Organização Mundial da Saúde - OMS - o Brasil é o quinto país que mais mata no mundo.
Destarte da situação deve haver toda a esfera do poder público- justiça, saúde, segurança pública e assistência social-, uma participação mais intrínseca para atender a mulher em situação de violência doméstica, onde cada área seja especializada que conversem entre si através de uma rede única de dados para facilitar o atendimento e amparo dessa vítima que não fique em situação de vulnerabilidade e acompanhando integralmente o processo tanto do ser feminino como filhos e agressor. Que esse mundo fechado e privado como no livro seja apenas uma ficção e não estatísticas reais na comtemporaneidade que vivemos.