Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 12/04/2021

Na música “Ele Bate Nela”, das cantoras Simone e Simaria, há o relato das agressões físicas e morais que as mulheres sofrem no Brasil. Do mesmo modo, a narrativa não destoa da realidade atual, na qual não só durante a pandemia do Coronavírus, mas principalmente a partir daí é observado um aumento enorme nos casos de violência doméstica, por conta das tensões ocasionadas no isolamento, gerando um crescimento  nas mortes de mulheres do país.

Em primeira análise, conforme a Constituição brasileira, a agressão doméstica é um crime, no entanto, está ocorrendo com frequência. De maneira análoga, segundo Hobbes, o homem é o lobo do  homem, ou seja, o ser humano é capaz de agir com grande atrocidade para alcançar seus objetivos. Nesse sentido, diversos homens têm agredido e abusado de suas companheiras com o objetivo de se mostrarem superiores ou por conta do ciúmes e uso do álcool em grande escala.

Ademais, devido aos relacionamentos tóxicos, diversas mulheres vêm sofrendo prejuízos. Desse modo, de acordo com Foucault, o poder articula - se em uma linguagem que cria mecanismos de controle e coerção, os quais aumentam a subordinação. Nesse viés, grande parte das mulheres vêm sendo subordinadas a serem agredidas de forma física, sexual ou moral, devido ao sentimento de poder e posse de alguns homens sob as companheiras, em especial durante a quarentena. De modo que, a violência contra as mulheres pode levar, até mesmo, no assasinato delas, caso ocorra uma tentativa de denúncia.

Portanto, o governo deve agir, uma vez que é de extrema importância a elaboração de ações contra o abuso do álcool, do ciúmes e do sentimento patriarcal ainda existente por homens violentos, por meio de um projeto de leis mais dinâmicas e programas de denúncias mais eficientes. Sendo assim, com a finalidade de frear o aumento da violência doméstica durante a quarentena, diminuindo os casos de mortes e agressões, assim como é retratado na música: “Ele Bate Nela”.