Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 21/04/2021

A violência doméstica e o feminicídio sempre foram pautas importantes devido aos exacerbados números de notificações. Porém com a chegada da quarentena, momento em que as familías são obrigadas a conviverem mais, as notificações aumentaram significamente. O consumo excessivo de álcool nesse período, também colabora para essa crescente, o que pode desencadear diversas formas de agressão, como a moral, a fisíca e a psicológica. Remediar tal problemática é imprescindível.

A priori, vale ressaltar que a Polícia Militar, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, registrou um aumento de 44,9% no atendimento a mulheres vítimas de violência. Mas é importante salientar que a agressão física não é o começo e sim o fim, as crueldades começam sendo psicológicas e morais, minando a autoestima da parceira e a humilhando, depois começam as violências físicas, que podem levar ao feminicídio, de acordo com o jornal Agenciabrasil, no primeiro mês de 2021, nove mulheres foram mortas, o maior número de vítimas em um mês desde o início de 2016.

A posteriori, é de suma importância salientar a relação da agressão doméstica e do consumo de álcool, de acordo a  Organização Mundial da Saúde (OMS), em seu Relatório Global sobre Saúde e Álcool de 2018, aponta que o consumo nocivo de álcool está relacionado a cerca de 18% dos casos de violência doméstica. Porém, vale lembrar das milhares de mulheres que não notificam os ataques sofridos, segundo pesquisas da Veja, 52% das vitímas não denunciam seus agressores. Essa pesquisa aponta também que aproximadamente uma a cada quatro mulheres com mais de 16 anos já sofreram violência.

Portanto, nota-se a clara necessidade do governo disponibilizar verbas para ongs que ajudam mulheres em situação de risco, fazendo necessário também a implementação de códigos de socorro que possam ser usados em estabelecimentos públicos. A fim de ajudar as vítimas a saírem dessa situação perigosa e prender seus parceiros, para que esse não venham a agredir outras mulheres nem voltar a perseguir as anteriores.