Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 18/04/2021

No último ano, em virtude da pandemia do Covid-19, houve um isolamento social que visava o controle do contágio e a garantia da saúde à população. No entanto, a medida preventiva acarretou um aumento nos casos de violência às mulheres no âmbito familiar. Tal fato, evidencia a persistência do machismo e a falta de posicionamento da população em relação a este problema.

Primeiramente, vale ressaltar que o Brasil ainda apresenta ideologias arcaicas como o machismo. Tal pensamento evidencia a submissão do gênero feminino e a permissão do uso da violência quando “necessário”. Desta forma, o período de quarentena destacou a persistência da questão, visto que as denúncias de abusos nas residências tiveram um aumento de 44% segundo a Polícia Militar, apenas no estado de São Paulo. Nesse sentido, nota-se a ineficiência da Lei Maria da Penha e da Constituição Federal em garantir segurança às mulheres.

Segundamente, a população, influenciada por ideologias machistas, demonstra-se em muitos casos calada em relação a esta situação. Apesar do aumento dos casos, as autoridades acreditam que não são totalmente verídicos, tendo em vista que muitas mulheres encontram-se em estado de vulnerabilidade e incapazes de denunciarem. Nesse viés, nota-se a importância, mas carência, do estímulo ao engajamento da população no combate à violência. Sendo assim, é necessário medidas que desenvolvam uma sociedade mais ativa na questão.

Portanto a necessidade da preservação da segurança das mulheres no período de isolamento e demais momentos. O Ministério da Educação,  juntamente a Delegacia da Mulher, deve promover a valorização da figura feminina como forma de combate ao machismo e a violência. Tal ação deve ocorrer por meio das instituições de ensino, através de debates e eventos,  que buscam combater ideologias patriarcais. Buscando, dessa forma, a possível formação de uma sociedade consciente capaz de minimizar os índices como os de São Paulo.