Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 19/04/2021
O artigo 226 da Constituição Federal Brasileira vigente,promulgada em 1988,prevê que o Estado assegure a assistência à família,criando mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações.Sob esse viés,tal perspectiva não se faz presente,entretanto,uma vez que o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena no Brasil é uma problemática recorrente.Dessa forma,ações interventivas fazem-se necessárias para apaziguar tal questão,a qual tem tido como agravante o isolamento social e o contexto pandêmico adverso.
Diante desse cenário,é lícito destacar a influência que a reclusão social tem sobre o problema.Segundo um levantamento feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Publica(FBSP),o número de casos de violência contra a mulher,durante 2020,aumentou em 6 estados brasileiros,se comparado ao mesmo período de 2019,fato que demonstra como a atual pandemia tem afetado negativamente a temática.Tal fato decorre da intensificação da convivência familiar oriunda do isolamento social que acaba aumentando tensões,que já existiam,mas eram minimizadas pelo menor contato.Dessa maneira,devido ao aumento das relações interpessoais dentre as famílias,discussões e desentendimentos propensos à geração de agressão tornam-se mais frequentes.
Outrossim,o ambiente adverso criado pela COVID-19 também contribui para o agravamento do empecilho.O contexto incerto,pertubador e inconstante vivido pelos brasileiros durante a pandemia tem deixado tais pessoas apreensivas,nervosas e sem maiores controles emocionais.Assim,juntamente ao maior convívio entre os familiares,ques estão,de maneira geral,emocionalmente fragilizados,preservar um meio familiar pacífico e saudável tem sido muito difícil.
Portanto,é importante que ações sejam feitas para atenuar tal impasse.Para tanto,cabe ao Governo Federal,órgão máximo da nação,por meio da ação conjunta de hospitais,Unidades Básicas de Saúde,delegacias e ONGS de amparo à mulher,promover e investir ao máximo na assistência às mulheres que têm passado por violência doméstica,para que elas se sintam mais seguras em desvencilharem-se de tal situação e buscarem por ajuda.Ademais,mídias de referência devem fomentar a conscientização da comunidade,para que a agressão não se torne um escape aos problemas emocionais relacionados à pandemia.