Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 10/05/2021

A série “bom dia, verônica”, exibida na Netflix, narra a história de Verônica, uma escrivã de uma delegacia de homicídios, que presenciou o suicídio de uma vítima de violência doméstica e passou a ajudar várias mulheres com essa realidade. Fora da ficção, o Brasil está distante desse pensamento, pois grande parte das pessoas que presenciam as agressões não se manifestam ou são intimidadas ao denunciar, sendo a dificuldade no acesso as redes de proteção aliada aos transtornos mentais.

Diante desse cenário, vale ressaltar que a falta de acesso as redes de proteção influencia o aumento de violência contra mulher durante o isolamento social. Segundo estudos da SSP “3.953 mulheres sofrem agressão física, psicológica e sexual, 96,4% desses casos ocorrem  no lar” . Visto isso, é indubitável que os ataques na residência não se limitam apenas em agressões físicas e as cidades com menor acesso as informações, são alvo do abusador, ele  aproveita a falta de conhecimento, além impedir a comunicação das vítimas com os familiares.

Além disso, destacasse os transtornos mentais colaborando para os malefícios da violência contra mulher. No livro “ psicoeducacão em terapia comportamental”, de Paula Ventura, a pessoa com transtornos de estresse pós- traumático apresenta sintomas, pois a vítima revive várias vezes o estresse no pensamento. Dessa forma, a violência psicológica frequente, propicia sintomas de baixa autoestima, depressão e ansiedade. Nesse contexto, é evidente que os transtornos mentais podem fazer com que o suicídio seja a única forma de aliviar o sofrimento.

Portanto, visto o debate sobre o aumento de casos de violênciamulher durante a quarentena, cabe ao Governo Federal, órgão responsável pelo bem está coletivo, realizar mutirões contra violência doméstica, vistar as casas dos bairros e cidades mais necessitados para minimizar as agressões. Deve, também, realizar campanhas em todas as propagandas das mídias, principalmente, tvs e rádios. A fim, de combater a questão do aumento dos casos de atentados femininos.