Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 15/05/2021
Aumento da violência doméstica na quarentena
Os casos de violência doméstica duplicaram durante o período da pandemia, conforme dados do projeto ‘Justiceiras’, criado há um ano para o acolhimento de mulheres vítimas de violência doméstica. Segundo a entidade, em 2021, a quantidade de denúncias saiu de 340 casos por mês para 658 denúncias em março, com o início de novas parcerias. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa problemática se deve ao excesso do convívio familiar, e a maior dificuldade de ligação com o mundo externo durante a pandemia.
O isolamento social e a quarentena aumentaram o contato com a família, segundo a neuropsicóloga Roselene Espírito Santo Wagner “É de suma importância as interações sociais para o desenvolvimento dos laços afetivos, do prazer da companhia, do desenvolvimento cognitivo, para a introjeção das normas e leis sociais. No excesso de convívio familiar, na grande maioria em apartamentos, maridos e esposas, estão dividindo além do espaço físico, a dinâmica da casa com os filhos, no mesmo cenário. Isso potencializa os conflitos e confrontos que estavam latentes, tornando-os agora manifestos”, essa pandemia causa maior aflição nas pessoas, que pode causar perturbações internalizadas como ansiedade, depressão e agressividade, que intensificam as tensões familiares.
Além disso observamos que as vítimas de agressões não tem tantos meios para buscarem ajuda, Isso decorre principalmente da restrição de serviços e ausência de contato da vítima com o mundo externo.
Uma vez que as vítimas acabam tendo um contato com outras pessoas se torna menos complicado denunciar os abuso, mesmo acontecendo o isolamento ainda se tem os canais de denúncias como o Ligue 180, o aplicativo Direitos Humanos Brasil e o portal da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos (ONDH). Pode-se perceber, portanto, que é preciso criar um projeto de lei para aumentar a punição de agressores, para que seja possível diminuir a reincidência; facilitar as denúncias, inserir na mídia programas e centros de apoio que visam ajudar as vítimas, instalar mecanismos em estabelecimentos como drogarias e mercados para que os mártires possam recorrer sem medo. Essas medidas necessárias devem ser efetivadas pelo governo o mais rápido possível, para que diminua o sofrimento das pessoas.