Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 14/05/2021

Durante a história, a mulher e a criança eram vistos como incapazes e indefesos, isso deu liberdade para atos de muita violência, depreciação e injustiça. Onde, no Brasil, antes do cenário pandêmico havia muitos casos de agressão dentro das residências. A ocorrência desses, se intensificou ainda mais por conta do convívio constante e também dificultando o ato de denunciar. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa problemática persiste por anos na sociedade e deve ser corrigida de imediato.

Com a mudança radical de hábitos que a humanidade teve que enfrentar, muitos tiveram impactos emocionais e físicos. A situação da quarentena é semelhante às condições de duas galinhas que dividem a mesma jaula que serão “arrebatadas” posteriormente. Para não se matarem as pessoas cortam seus bicos e durante o processo de esperarem por sua morte sofrem com muitos problemas pscicológicos como a frustração e cansaço elevadissímos. Essa analogia mostra metaforicamente o convívio durante o isolamento social, em que há o aumento de ansiedade, insônia e depressão, além dos distúrbios alimentares, por conta dos problemas referidos anteriormente e a falta de exercícios, que levaram o crescimento do sedentarismo. Esses fatores são o estopim para que o estresse aumente e a agressividade se sobressaia. Sendo a mulher, o principal alvo da violência podendo ser pscicológico, sexual, físico, moral e etc. E crianças também, já que são mais fáceis de serem agredidas e manipuladas.

Como as vítimas (esposas e filhos) não podem sair de suas residências, o contato para que possam denunciar ficou quase impossível, já que o agressor está 24h com elas.  De acordo com o site da UOL, a Policia Militar registrou um aumento de 44,9% no atendimento de mulheres vítimas de violência doméstica e os casos de feminicídios foram de 13 para 19 (46,2%). Eles aumentaram também por conta de estarem mais visíves em razão do homeoffice, já que as câmeras e áudios ficam ligadas muitas vezes e ajudam a flagrar as violências.

Portanto, para que exista um cordialidade maior, o governo e hospitais públicos devem proporcionar atendimentos pscicológicos entre casais por meio virtual para que possam ter bom relacionamentos em seus lares. E também Órgãos e Institutos que defendem a violência contra a mulher, incentivem e criem campanhas de acolhimento e formas de denunciar tais agressões dentro de suas casa. Assim, a mulher que e outras pessoas como crianças e adolescentes se conscientizem e sejam encorajadas para relatarem as crueldades. De forma que gradualmente a história seja transformada e escrita com mais igualdade e compaixão.