Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 28/05/2021
Muitas vezes, o agressor é dócil em público. Maria da Penha - vítima de tentativa de assassinato pelo próprio marido, virou nome de lei brasileira contra violência doméstica. É nítido que mesmo com uma lei, várias mulheres ainda luta querendo respeito, basta olhar o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena. Essa realidade enfrenta diversas barreiras, principalmente no que se refere ao isolamento em razão do covid-19 e ao aumento do consumo de bebidas álcoólicas.
Em primeira análise, deve-se destacar como complicadores do problema, o isolamento em razão do covid-19. De maneira que, o Ministério da Mulher, da Familia e dos Direitos Humanos (MDH), anunciou um aumento de 9% no número de chamadas ao Ligue 180, que recebe denúncias de violência contra a mulher no mês de março. Tendo em vista que, por causa do distanciamento social, muitas mulheres convivem vinte e quatro horas por dia com o agressor, o que intuitivamente, já se esperava aumento nos casos de violência doméstica.
Ademais é fundamental apontar outro aspecto a ser enfretado, o aumento do consumo de bebidas alcoólicas. Segundo a promotora de Justiça do Ministéria Público, Lucia Ilózio, um dos fatores que agravam a violência doméstica é o consumo exagerado de bebidas álcoólicas, esse elemento presente, da bebida álcoólica, pode favorecer, sim, uma maior exteriorização dessa violência. a agressividade é uma das consequências do consumo de álcool em exesso, o córtex pré-frotal - a parte do cérebro responsável pelo planejamento, personalidade e moderação do comportamento social - adormece quando bebemos álcool, o que pode ser um dos problemas causadores da agressão.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é fundamental que, a delegacia da mulher, jutamente com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, façam um projeto em que ficaria de fácil acesso denunciar, que poderia ser por aplicativos, google ou até mesmo uma rede social, exemplificando, a vitima digitaria uma palavra “chave”, e essa palavra já a levaria à denuncia. Assim, a lei Maria da Penha seria aplicada.