Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 14/06/2021
A lei Maria da Penha foi promulgada com o intuito de combater violência doméstica. Entretanto, com o confinamento causado pela pandemia em 2020 houve um aumento no número de ocorrências desse crime, que foi causado pelas tensões de relacionamento gerando problemas para as vítimas, físicos e mentais, e tornando a lei ineficiente.
Em primeira análise, é necessário perceber as causas das violências. Dessa forma, os ataques estão aliançados as raízes machistas da sociedade brasileira, comprovado pelo atraso judicial nas leis de proteção para as mulheres desses atos e de uma visão inferiorizada delas na sociedade, de modo que acredita-se ser normal essas ocorrências. Prova disso, são os relatos de normalidade das agressões no livro “Quarto de despejo”. Por isso, fica claro as origens dos acontecimentos e a sua negatividade para a evolução da sociedade.
Além disso, é preciso analisar as consequências desse fenômeno. Desse modo, a violência é totalmente negativa, de forma que acarreta em problemas físicos e mentais para quem os sofre, por exemplo hematomas, depressão e ansiedade. Comprovando isso, um estudo da “King’s College” mostra que pessoas que sofreram com ataques têm uma chance duas vezes e meia maior de desenvolverem distúbios mentais. Portanto, no atual cenário torna-se potencializada, baseado no aumento de casos.
Em síntese, percebe-se a alteração de cenário como necessária. Logo, o Poder executivo deve trabalhar para efetuar um mapeamento dos casos das cidades e efetivar uma maior vigilância nessas áreas, com patrulhas policiais, afim de atender facilmente os casos, já que apenas proteção legal é ineficiente. Outrossim, o Ministério da Saúde deve melhorar o atendimento das vítimas, de modo que elas recebam acompanhamento médico e psicológico, sendo ofertado pela saúde pública, para que reduza as consequências negativas dos atos. Com isso, num curto prazo será possível a diminuição das violências e o aumento da qualidade de vida da população.