Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 14/06/2021

O óbice da violência doméstica em meio a Pandemia

Entende-se por violência doméstica, ações contra a integridade física e moral dentro do ambiente domiciliar, comumente acometida a mulheres, porém ainda pode ocorrer com idosos, crianças e homens dentro de sua casa. Tal problemática começou a emergir a menos de um século em debates entre a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização das Nações Unidas (ONU), ainda que tenha entrado em pauta de sucesso e seja um óbice em todo o mundo, a violência doméstica aumentou em números alarmantes após a Pandemia que se instaurou num cenário global, exigindo ações fortes para que tal adversidade não fortaleça ainda mais.

Após o surto geral da Covid-19, o afastamento social levou bilhões de pessoas a conviverem um tempo consideravelmente maior em suas casas, levando a uma alta de casos e denúncias de violência doméstica a vítima é deixada em casa com seu agressor, confinados no mesmo ambiente. Apenas no Brasil, o número de ocorrências de violência contra a mulher aumentou em seis estados, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Da mesma forma, os casos de feminicídio registraram grande aumento em todo o país, revelando que o afastamento social agravou um problema já existente e que exige ações imediatas a fim de não se consolidar ainda mais.

Tendo em vista que a maioria dos casos de abusos dentro de suas casas muitas vezes não chegam a denunciar, ademais a sociedade em que vivemos tende a estigmatizar e culpabilizar a mulher, o que por consequência, gera medo de expor seus agressores. A violência doméstica é universal e persiste em todos os países do mundo, segundo a agente da polícia civil, Fernanda Lagassi, “A violência doméstica continua a ser terrivelmente comum e comum é aceita como“ normal ”em muitas sociedades ao redor do mundo”. Se tornado estigma, um ato de hostilidade normalizado até pela própria vítima e requisito de demasiada atenção e intromissão, para minimizar cada vez mais, rompendo com a ideia de ser natural a violência domiciliar.

Dessarte, uma interposição é necessária em todo o mundo, é imprescindível quebrar com a normalidade da violência domiciliar e incentivar as denúncias, principalmente por meio de campanhas, que devem ser promovidas, tanto pelo governo de cada país, como pela OMS e ONU. Conscientizar e educar uma população mundial sobre tal problemática e auxiliar conforme suscitado sempre deve ser prioridade, garantindo uma legislação forte, trazendo justiça para os que padecem e criando um ambiente em que se sintam seguros. Na esperança de criar segurança dentro dos lares e rescindir o estigma sobre a normalidade da violência, buscando sempre a segurança de todos.