Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 13/06/2021
É de conhecimento geral que, através da história, os atritos causados por crises econômicas e políticas têm um efeito pessoal na vida dos moradores de determinado país. Desta forma, com a pandemia, nota-se que esse efeito se tornou ainda mais aterrador. Portanto, com o aumento forçado de interação entre membros de uma mesma família e as frustrações ocorrentes da crise sanitária, os números de casos de violência doméstica vêm subindo exponencialmente, principalmente os dirigidos a mulheres.
Primeiramente, é necessário refletir acerca das palavras de um antigo saber latino. A frase “mente sã, corpo são” não só se aplica em tais casos de violência, como também exprime que nem sempre a falta de sanidade mental gera danos ao corpo do próprio indivíduo. Sabendo disso, torna-se fácil identificar as razões motivadoras para um aumento de cerca de seis casos de feminicídio com relação aos números do ano anterior, de acordo com a Polícia Federal. Além disso, com a frustração e o stress gerado pelo momento instável do país, os homens, principalmente, parecem ter apresentado comportamento mais agressivo, de acordo com comentários de mulheres nas redes sociais. O que, associado a dificuldades pré-existentes no casamento, poderia e tem sido um colaborador para atos violentos de cunho físico, sexual ou psicológico.
Por isso, cabe ao Governo Federal, através do Ministério da Justiça e Cidadania, seguir com os programas de divulgação nas ruas e redes sociais, mantendo, assim, o estímulo para as denúncias de violência contra a mulher pelo número da Central de Atendimento à Mulher. O que além de permitir à polícia de cada região identificar e atender tais vítimas, também permite a prisão ou o afastamento de parceiros perigosos de suas esposas e filhos. De tal maneira, reduzindo as taxas de violência doméstica e também de feminicídios no país.