Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 17/06/2021

Mesmo com vários ganhos dos movimentos feministas na sociedade contemporânea, garantindo direitos políticos, trabalhistas e legislativos, ainda possui como base, os mecanismos do patriarcalismo que desde a pré-história moldaram a maneira de qual convivemos e existimos. Com a chegada da pandemia nas terras tupiniquins, esses mecanismos patriarcais revelaram sua face brutal novamente, com o aumento de casos de violência doméstica, onde vários deles acabam não sendo denunciados devido a ausência do estado e a falta de confiança que o sistema judiciário traz para a proteção da mulher e sua integridade.

Constata-se que mais de 50% das pessoas viram ou já sofreram com a violência doméstica, de acordo com uma pesquisa do Instituto Datafolha. Um número absurdo, visto que a população feminina representa a maioria da população brasileira, com aquelas violentadas sem terem forma de denunciar estes casos por morarem normalmente em regiões mais periféricas da cidade, onde a polícia não chega muitas vezes, ou então por medo de serem perseguidas e mortas, visto que o país enfrenta uma onda de feminicídios por todo o país, na qual sete mulheres são mortas por dias em contexto de violência doméstica.

Porém, mesmo com um grande casos de violência doméstica, poucas vezes são aplicadas as leis que protegem a mulher, devido a burocracia envolvida nisso e a demora dos processos para ser aplicada uma medida protetiva de fato ou a prisão do agressor. Fator esse que viabiliza a dificuldade de denunciar casos como estes, pois deixa o indivíduo vulnerável, podendo assim voltar a se repetir casos novamente.

Portanto, deve as prefeituras municipais,  criar novos postos de assistências sociais, criando também portais de denúncias virtuais, via SMS ou até Whatsapp e divulgando por meio de propagandas em meios televisivos e outdoors em avenidas públicas, para assim, facilitar os meios de denúncias contra a violência ao gênero feminino e além disso, ceder um auxílio mensal em situações onde a pessoa se encontra vulnerável para preservar sua integridade econômica até terminar o processo de medida protetiva e assim, diminuir a violência contra a mulher no Brasil e combater o machismo estrutural na nossa sociedade.