Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 17/06/2021
Nos famosos quadrinhos da DC Comics, conhecemos a história da Harley Quinn que é conhecida por seus episódios de loucura. Mas pouco se fala de como isso é resultado dos danos psicológicos que a personagem sofreu nas mãos do seu marido Coringa. Essa realidade ilustrada retrata a vida de muitas mulheres, que constantemente sofrem com a violência praticada por homens, onde a maioria convive ou moram com elas. A submissão feminina é o reflexo de uma sociedade que prefere culpar a vítima a julgar os atos do agressor e um déficit na discussão sobre essas violências.
Com a pandemia do Covid-19 o perigo para essas mulheres aumentou exponencialmente, devido a necessidade de permanecer em casa junto de seus agressores. Somente no Estado de São Paulo foi registrado um aumento de 44,9% dos casos desde o começo da quarentena. Esses dados denotam uma característica social que pode ser exemplificada no livro Cavalos Partidos, de Jeannete Walls, onde ela mostra a vida de uma mulher em sistema patriarcal que tem como papel social cumprir seus deveres como mãe, esposa, dona de casa sempre submissa e gentil particularidades encontradas em em um livro de 1930. Quase 100 anos depois traços dessa visão criteriosa sobre as mulheres ainda tem um papel de destaque na sociedade.
A falta de debate frente essa problemática é outro agravante. Durkhein coloca que o fato social é a maneira coletiva de pensar, mostrando como o fato de crescer inserido em um contexto social intolerante causa a reprodução desse comportamento. Logo sem uma medida massiva de conscientização o problema irá persistir. Felizmente as redes sociais tem tido um importante papel na disseminação de maneiras para a ajudar essas mulheres vítimas de violência no Espírito Santo por exemplo uma das medidas implementadas foi a campanha Sinal Vermelho onde ao apresentar um “X” na mão para o atendente da farmácia este deveria entender o sinal como um pedido de socorro e assim acionar a polícia.
Conclui-se então que para se dar início a solução desses entraves é necessário a criação de uma parceria entre as prefeituras e o governo do Estado para a criação de oficinas educativas, onde semanas culturais, a abertura de espaços para debate e até mesmo atividades mais ludicas possam ser desenvolvidas, proporconando assim um estímulo natural para uma educação não só mais saudável, mas também mais igualitária com o foco na reeducação dos meninos. Atuando juntamente com as famílias com palestras e dados para uma maior elucidação sobre o tema evitando e que esse ciclo de violência se perputue.