Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 16/06/2021
Entre Tapas e Beijos
Durante muito tempo, agressão a mulher foi considerada uma coisa normal na sociedade. Muitos já ouviram falar no famoso ditado: “Em briga de marido e mulher, não se mete a colher”, sendo que em muitas dessas brigas as mulheres entram para trágicas estatísticas nacionais. De acordo com o G1, uma mulher é morta a cada duas horas, sendo ela vítima de violência doméstica. Infelizmente, ainda é difícil não fazer as seguintes indagações: “será que ela fez algo?”, “será que ele havia bebido, ou teria tido um dia complicado?”, “será que ela não traía ele?”, como se a vítima dessa história fosse o homem.
Além disso, com a necessidade de implantação de uma quarentena devido a pandemia do COVID-19, a violência contra a mulher se intensificou devido a falta de oportunidade da mesma reportar os abusos e as tensões em casa por efeito do isolamento social que intensificou a convivência familiar.
Sob essa perspectiva, vale destacar que a Constituição Federal foi, há cerca de 30 anos, elaborada com base no sonho de bem-estar social para todos os brasileiros, incluindo as mulheres trans, negras, lésbicas, de baixa, média e alta classe social, adolescentes, mulheres em situação de rua. Todavia, é notório que o Poder Público não cumpre seu papel enquanto agente fornecedor de direitos mínimos, já que o Brasil é o quinto país no ranking mundial de violência contra a mulher, uma posição de extrema preocupação. Nesse sentido percebe-se que essa inaceitável questão de descaso das mulheres brasileiras vítimas de violência doméstica, configura não só um irrespeito colossal, mas também uma desvalorização descomunal, que portanto deve ser solucionada em todo território nacional.
Vale ressaltar, que no ano de 1911 morreram carborizadas, 130 mulheres na fábrica têxtil em Nova Iorque, que estavam na luta para uma melhor remuneração salarial e uma condição melhor de trabalho, o que deu origem ao Dia Internacional da Mulher, ou seja, mais um caso de violência, não só com uma, mas com várias mulheres.
Portanto, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo, o governo com a ajuda da polícia, por intermédio da mídia que deve propagar campanhas governamentais para a denuncia de agressão e também a criação de projetos educacionais de valorização a mulher feitos pelo Ministério da Educação nas escolas. Somente assim, essa problemática será gradativamente erradicada, pois, conforme Gabriel O pensador, “Na mudança do presente a gente muda o futuro.”