Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 17/06/2021
Desde o final da pré-história, onde se passa o início da sedentarização do ser humano, existe um sistema em que há um claro favorecimento dos homens, e logo uma inferiorização das mulheres. Nesse período, essa prática era exercida, por exemplo, pela divisão de trabalho, onde era disposta uma grande coluna entre os deveres dentro da sociedade relacionada a estes indivíduos. O cenário atual não se diferencia muito do visto outrora, na realidade, as mulheres são expostas a diversos tipos de violência, as quais, tem se intensificado principalmente devido ao aumento de tensões familiares dentro de suas casas. O seguimento e o aumento de atos de rebaixamento e violência contra a mulher, podem gerar graves consequências, afetando principalmente seu psicológico, e o dano é em geral irreparável.
Na série “Coisa mais linda”, uma personagem chamada Lídia, vive diversos casos de machismo e violência de seu marido, ele frequentemente age de maneira agressiva com sua mulher, tanto no quesito físico quanto sexual. Esta série, aborda a noção machista da sociedade durante as décadas 50 a 60, porém, apesar de se tratar de outra época, casos como esses são bastante recorrentes na nossa sociedade atual, onde a mulher passa a se sentir menor que o homem devido a ameaças, imposições, proibições ou agressões. Atualmente, a pandemia vem intensificando esse cenário violento a que algumas mulheres são expostas, isso graças ao aumento de estresse, crises financeiras, aumento de crises entre o casal, entre outros, que influenciam no aumento de agressões domésticas.
Segundo dados da OMS, 1 em cada 3 mulheres sofre violência física ou sexual, porém, visto que esse cenário de quarentena pode acarretar em um aumento de violência doméstica, esses dados podem se tornar mais preocupantes. O que pode ainda causar mais revolta é que o ambiente que supostamente seria considerado o lugar seguro para muitas mulheres, se torna um local contornado ao medo, à falta de apoio, e a tensões internas. Além disso, os casos de violência contra as mulheres podem desencadear muitos conflitos psicológicos que podem ter danos permanentes para a vítima, que nesse momento de pandemia, deve se encontrar ainda mais exposta a esse tipo de circunstância, e ainda por cima com uma rede de apoio possivelmente mais restrita.
Portanto, é evidente que casos de violência contra as mulheres vem crescendo, principalmente durante a quarentena atual, em que a vítima se encontra “presa” com seu agressor. E para que as mulheres possam se sentir seguras independente de onde estejam, incluindo suas próprias moradias, esses eventos precisam ser erradicados. Para isso, é necessário que sejam promovidas palestras e discussões pelo Ministério da Justiça em ambientes escolares, ou de trabalho, para que seja disseminado informações sobre o tema em prol do apoio à vítima.