Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 16/06/2021
O feminismo é um movimento que labuta pela igualdade de gêneros, tanto nos âmbitos da economia quanto política e social. É evidente, no entanto, que muitos feitos que visam essa luta feminista, já estão em curso. Como, por exemplo, o reconhecimento da semelhança de gêneros perante a Constituição Brasileira, adquirido em 1988. Contudo, esses atos conquistados, não foram eficientes para extinguir a violência contra as mulheres anexo a sociedade brasileira.
Segundo o levantamento realizado pelo Fórum Brasilero de Segurança Pública, a Polícia Militar de São Paulo relata que houve um aumento de 44,9% no suporte a mulheres vítimas de violência dentro da quarentena. Esse dado evidencia a falha dos procedimentos de amparo à mulher, como por exemplo, a Secretaria de Políticas para as mulheres, e a Lei Maria da Penha. Os citados mecanismos têm seu mérito por terem salvado vidas, porém suas práticas não inteiramente satisfazem para o melhoramento dos índices preocupantes contra o sexo feminino.
Todavia, a agressão física não é somente a responsável pelas violências contra a mulher. A violência moral, muito presente no mercado de trabalho, é um grande exemplo de preconceito gerado a partir do caráter machista e patriarcal da sociedade brasileira. De acordo com o IBGE, em 2019, o salário médio das mulheres é 26,5% mais baixo comparado ao dos homens, assim dando brecha para que mais crimes morais sejam realizados.
Diante dos argumentos supracitados, o Estado deve proteger as mulheres da violência, tanto física quanto moral, mobilizando campanhas de embate à violência. Além de garantir o atendimento adequado para as vítimas e medidas mais rigorosas aos agressores. E então, o Ministério da Educação deve incluir o debate acerca deste assunto para crianças e adolescentes, visando promover a igualdade de mulheres e homens.