Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 17/06/2021
Por conta da atual situação pandêmica que o mundo enfrenta atualmente, a prática do isolamento social se tornou cada vez mais necessária. Por mais que essas medidas sejam benéficas para nossa saúde, existem efeitos negativos provindos dela, os quais precisamos observar, tentar ao máximo reparar e criar medidas para evitar futuros. Dentre vários efeitos e consequências está o aumento da violência doméstica. Um lar deveria ser um local seguro, mas, de acordo com Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria) 15% das brasileiras (13,4 milhões de mulheres) com 16 anos ou mais relataram ter experimentado algum tipo de violência psicológica, física ou sexual perpetrada por parentes ou companheiro/ex-companheiro íntimo durante a pandemia. Consequentemente, a casa de muitos brasileiros tem se tornado cada vez mais um ambiente de perigo.
A violência doméstica infelizmente não é algo que começou agora e vale ressaltar que ocorre muitas vezes por conta de uma sociedade patriarcal e desigual. Assim como mostrado no livro Cavalos Partidos, de Jeannette Walls, a mulher foi historicamente inserida em contextos de inferioridade e a sociedade repetidamente criou estereótipos sobre o que as mulheres devem fazer e como devem se comportar.
Por muitas vezes estarem fadadas a acreditar que não existe saída, muitas dessas mulheres se calam e não conseguem se livrar de seu abusador, passando a viver em um ciclo. Por isso, a conscientização desde cedo é tão importante, para que as vítimas possam identificar um ciclo de violência no início e sair dele. Além disso, para que essas vítimas saibam como podem reagir a esse tipo de situação e que precauções devem tomar.
O estado tem o dever legal de garantir a segurança da sua população e uma das melhores maneiras de fazer isso é implementando a conscientização dentro das escolas. Os índices de violência são variáveis dentro de cada estado, então seria benéfico se os respectivos governos estaduais implementassem essa educação em seus colégios, através de aulas obrigatórias com oficiais da lei, psicólogos, psicopedagogos ou até mesmo professores que tenham conhecimento para lidar com estes casos que por consequente ajudaram as vítimas de violência a lidarem muito melhor com esse tipo de situação.