Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 17/06/2021
Em uma novela brasileira “Totalmente demais”, é retratado a história da personagem principal que sofreu com os abusos de seu padrasto e que assistia a sua mãe ser vítima de violência fisíca e psicológica. Em avença com a realidade da personagem, se encontra a de muitos cidadãos de vários lugares do mundo que sofrem com a violência doméstica e que, durante a quarentena, teve se um aumento considerável nos casos.
Nessa perpesctiva, é válido retomar quais são os motivos de tal aumento e quais são os grupos que mais informa com isso. Durante uma pandemia, o convívio familiar se intensificou e com isso o estresse gerado em mesma proporção ou até mesmo maior, tendo em conta vários fatores que contribuem a isso como, por exemplo, o medo de adoecer, o contexto instável, adversidades, aumento de casos pelo o Covid-19 a cada dia, o aumento do consumo de álcool durante esse momento, desencadeiam que pode acarretar a violência contra uma mulher ou crianças - que se identificou como o grupo mais suscetível a isso - de diversas maneiras seja psicológica, física ou até mesmo sexual.
Tendo isso em vista, segundo um levantamento FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública), apenas no Estado de São Paulo houve um aumento de 44,9% no suporte a mulheres vitimas de violência, se tornando não só um problema social mas também estatal. Conceição de Maria, cofundadora da Lei Maria da Penha, diz: “Lidamos diariamente com a violência doméstica. Mas o confinamento deu mais visibilidade a ela. Daí a importância de conscientizar e informar sobre como identificar as situações de violência, quais os canais de denúncia e de que modo cada um de nós pode ser parte da rede de apoio às vítimas’’ o que se justapõe com a ideia de Hunt, que acredita que a violência doméstica só poderá ser solucionado com um trabalho conjunto.
Portanto, são essenciais medidas operantes para a reversão do aumento dos casos de violência doméstica durante o isolamento social. Para isso, compete ao Ministério dos Direitos Humanos investir em meios que aumentem a visibilidade de informações de meios de denúncias durante o isolamento, promovendo ações para que a vítima se sinta segura para denunciar o que está acontecendo consigo. Ademais é necessário o cuidado para com o psicológico dos mesmos para conseguir ajudá-los nesse momento de vulnerabilidade, sendo algo do partido do Ministério da Saúde. Para que assim, casos como o da personagem supracitado venham a diminuir.