Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 15/06/2021
Em 2006 foi criada a lei Maria da Penha que em seu artigo de número 5 especifica que violência doméstica é qualquer ação baseada no gênero que cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico. Apesar de haver uma legislação, nem todos recebem esse tipo de informação ou estão dentro de uma bolha social dificultando a identificação de vítimas nessas situações. Assim sendo, é evidente que há necessidade de se combater essa mazela informacional, com objetivo de diminuir o número de casos.
Nessa perspectiva, vale ressaltar a importância do aparelho familiar e educacional como formadora dos cidadãos. O filósofo britânico John Austin, formulou a teoria dos atos de fala que está fortemente ligada a discursos de senso comum e estrutural que banalizam a violência doméstica. Com isso, muitos casos passam despercebidos a olhos que, seguindo discursos como “em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”, acabam não denunciando situações graves.
Partindo do pressuposto de que a verdade não pode ser transformada, a única forma de acabar com a desinformação é cientificar a população. O filósofo contemporâneo Mario Cortella, diz que o conhecimento científico aumenta o repertório de soluções de uma nação. Portanto, é imprescindível que a nação brasileira seja informada para, dessa forma, buscarem soluções para as mazelas nacionais.
Destarte, mostram-se necessárias as medidas de combate a desinformação estrutural vinculada a violência doméstica no Brasil. Para isso, compete a mídia, juntamente com o Sistema de Informação ao Cidadão do governo federal, a promoção de informações e campanhas educativas, por meio de redes sociais, televisão e locais de acesso comum, com o intuito de potencializar as referências que a população tem e, assim diminuir o número de casos. Dessa forma, os ideais no que tange a violência serão realidade entre a população brasileira.