Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 16/06/2021
Desde o início da pandemia do coronavírus, alguns brasileiros tiveram que passar cada vez mais tempo dentro de casa, uma das notáveis consequências foi a intensificação da convivência de familiares, em muitas ocasiões atenuando tensões e aspectos problemáticos apresentados até mesmo antes da quarentena. Este efeito foi tão universal, que a maior indústria de entretenimento do Brasil, a TV Globo , utilizou o microcosmo da família brasileira em quarentena na novela “Amor De Mãe”, onde as sequelas do enclausuramento familiar foram salientadas, incluindo múltiplos casos de violência doméstica e abuso contra a mulher.
Primeiramente, deve-se ressaltar que a quarentena imposta certamente não foi a causa direta para o aumento absurdo de virtualmente todas as formas de violência e abuso contra a mulher, mas sim um catalisador dos casos. Isto ocorre ao indiretamente trancafiarmos as vítimas com seus agressores, dando mais espaço para o ofensor de longo prazo, ou despertando o ínicio de um ciclo violento, além de outras consequências da pandemia que causaram insegurança no papel da figura masculina na família tradicional, como a incerteza de renda estável para muitos, talvez a impotência de providenciar, fatores que tem relação com o aumento de abuso físico e psicológico, é possivel até citar filósofa Simone de Bevouir em “Ninguém é mais arrogante em relação as mulheres, mais agressivo que um homem que duvida de sua virilidade”.
Tendo em vista tais fenômenos agindo de forma conjunta, cai nas autoridades em proteger seus cidadãos, tendo formas sutis e acessíveis para vítimas denunciarem suas situações, seja por sites, ligações ou estabelecimentos com preparo prévio para lidar com situações de crise. Além de conscientizar a população de como ajudar uma vítima de forma eficiente e correta, em uma situação tão delicada.