Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 16/06/2021
Antes mesmo da nova pandemia do coronavírus, as violações contra as mulheres já se tornavam realidade no Brasil e em outros países. Infelizmente, todos os tipos de violência contra as mulheres, incluindo o assassinato de mulheres, se refletem em estatísticas assustadoras e se tornaram um importante problema de saúde pública e uma violação dos direitos humanos das mulheres. Devido à necessidade de distanciamento social, o surgimento da pandemia agravou a situação, e o número de reclamações diminuiu significativamente, pois é impossível ir cara a cara a uma delegacia e demais órgãos competentes neste período.
Com a imposição da quarentena ao início da pandemia, a violência contra a mulher, antes com maior chances de ser evitada por ocorrer também em ambientes urbanos, onde pode haver intervenção de testemunhas, passou a se limitar em cenários mais privados como o domiciliar causando o aumento de cerca de 50% apenas no Rio de Janeiro, mas a realidade de avanço nos casos aconteceu em todo o mundo.
A maioria das mulheres ainda não denunciou seu agressor. Vivemos em uma sociedade muito sexista e patriarcal, culpando as mulheres das agressões e fim dos relacionamentos, principalmente se houver crianças envolvidas, o que impede as mulheres de denunciar. Nesse momento de extrema ansiedade e tensão, a intensa interação agravou o caso. Por exemplo, uma pessoa que nunca bateu em alguém pode ter descambado a uma violência física. De modo geral, há um ciclo de violência na relação que, segundo os especialistas, começa em uma fase de tensão, em que se trocam insultos, abusos e muitos conflitos. Depois disso, geralmente ocorre a fase agressiva, incluindo a fase física. Em seguida, vem a fase de reconciliação.Antes que o ciclo comece novamente, haverá uma promessa de reconciliação e melhoria, que irá desencadear uma frequência cada vez mais alta.
Portanto, considerando o patriarcado na história do Brasil e as consequências da eclosão da epidemia, a gravidade da violência doméstica na sociedade atual é óbvia, pois esses atos incluem estupro e assassinato de mulheres, puramente por causa de seu gênero. Desta maneira, o sistema judiciário tem a responsabilidade de revigorar a punição de tais infratores, para que tais comportamentos sejam cada vez mais desnaturalizados e condenados pela lei e pelas pessoas, de modo a reduzir a violência demonstrada pelo fenótipo de uma pessoa aos poucos.