Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 16/06/2021

Segundo o artigo 6 da Constituição federal brasileira, lei fundamental e suprema do Brasil, a segurança, a saúde e a educação são direitos sociais inerentes aos cidadãos. Contudo, delegando aos casos de violência doméstica, não somente é visível negligência governamental, mas também estigmação da sociedade. Dessa forma, é necessário retomar tais valores constitucionais por meio de investimentos estatais que, diante da problemática, possibilitam a manutenção e bem estar da comunidade.

Primeiramente, é essencial discorrer em relação ao rompimento dos ideais de “contrato social” do filósofo contratualista John Locke, uma vez que os governantes não cumprem suas funções na manutenção e fiscalização da sociedade, impossibilitando que essa desfrute de seus direitos indispensáveis. Assim, em conjuntura a crise pandêmica e ao mau direcionamento de verba, as autoridades demonstram ineficiência e desprezo na busca pela solução. Adiante, têm-se notado, diariamente, o resultado dessa indiferença onde, segundo pesquisas, o Brasil é apontado como o quinto país com mais casos de feminicídio.

Segundamente, na análise da obra “IT: a coisa” de Stephen King, Pennywise, o palhaço assassino, se alimenta do medo das personagens que, ao longo da trama, buscam enfrentá-lo. Dentre os protagonistas, é indentificável a semelhença da problemática com a história de Beverly, que em sua adolescência, sofreu com a violência doméstica. Nesse sentido, cabe a comunidade entender os riscos de abusos domiciliares, sejam eles físicos ou mentais, para a denúncia de eventuais criminosos. Desse modo, é imperioso que a população se solidarize e conscientize a respeito de casos assim, sendo somente possível a resolução do mesmo por meio da comunicação.

Portanto, como previsto por Locke é papel fundamental do governo a busca pela melhor condição a seus cidadãos. Dessa forma, por meio de programas televisivos, pode-se denunciar a vulnerabilidade que pessoas, cotidianamente, são submetidas buscando alertar os riscos dessas condições. Ademais, por meio de capital estatal, são praticáveis diversos investimentos nos órgãos de segurança pública, com o objetivo de reduzir o número de casos de violência doméstica durante a quarentena.