Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 16/06/2021

Na telenovela exibida em 2003, “Mulheres Apaixonadas”, foi apresentada a trama de uma personagem que vivia situações de violência doméstica. A história assinada pelo autor Manoel Carlos teve grande repercussão desencadeando debates sobre o assunto na época. Hoje em dia o assunto já não é mais um tabu, porém mesmo assim os números de casos ainda são altos e com a pandemia eles crescem a cada dia.

Nada justifica a violência, mas situações rotineiras causam mais estresse, que acabam servindo de gatilho. Em um contexto normal, o ambiente de trabalho ou a casa de um parente pode ser um refúgio para mulheres que são violentadas. Para muitas, o isolamento social significa ter que conviver com o seu agressor diariamente, sem ter um momento de alívio ou como pedir ajuda. E boa parte das vítimas são ameaçadas por seus “parceiros”, o que dificulta a saída delas desse tipo de ambiente.

É importante lembrar que a agressão não é só física, mas psicológica e moral também. Dados fazem uma comparação entre o ano de 2019 e 2020 mostrando o aumento do índice de violência contra a mulher em mais de seis estados brasileiros. Uma campanha chamada “Sinal Vermelho” foi criada com a intenção de ajudar  vítimas que não podem denunciar seu malfeitor.

Assim sendo, é preciso que a população tome a frente de movimentos e projetos como o “Sinal Vermelho” e criações de ONG’s que deem suporte a essas vítimas, pois muitas delas se submetem às agressões por medo de ficarem desamparadas. Cabe aos governantes criarem leis que facilitam a separação das mulheres violentadas de seus agressores e que invistam nas investigações desses casos. A única maneira de realmente salvar uma mulher deste pesadelo é prender os criminosos, porque é esse o nome que um homem capaz de maltratar uma mulher deve ser chamado.