Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 16/06/2021
Nos versos da canção “Maria da Vila Matilde” Elza Soares descreve a denúncia de um caso de violência doméstica. Tipo de violência que cresce desde março de 2020 com início do Isolamento social devido a Covid-19 o convívio entre os núcleos familiares aumentarem e junto com ele a tensão; colocando em risco a integridade das mulheres. Infelizmente a violência doméstica não está restrita a períodos epidêmicos, orgânico sustentado pela cultura do patriarcado e relações de domínios.
O patriarcado por definição é o sistema no qual o poder está sob domínio de homens, heteronormativos majoritariamente. Que ao longo dos séculos se tornou um fator cultural, ou seja, se forma uma rede de compartilhamento de valores patriarcais. Logo, normalizando à opressão e violência contra as mulheres; muitas vezes tabém relacionado com relações de domínio e pertencimento, vide a violência patrimonial onde há retenção ou subtração dos bens da mulher.
As relações de domínio não se restringem somente a bens, não é difícil observar como relações de dominação no cotidiano. No brasil colônia mulheres eram pertences de homens, anterior ao casamento pertenciam ao seu pai e após o casamento ao cônjuge. Na história recente do Brasil é possível perceber mudanças no espaço jurídico, embora tardio visto que somente em 2001 a virgindade parou de pertencer ao homem com que ela se casa; até então era possível a anulação da união alegando que a mulher não era virgem.
Em “O conto da aia”, a escritora Margaret Atwood teor uma sociedade distópica fundamentalista cristã onde mulheres e crianças são pertencentes ao chefe da casa, descrevendo episódios de violência e resistência. Fora da ficção a relação de pertencimento permanece nos núcleos familiares e violências domésticas em diversos aspectos.
Destarte violência doméstica contida na canção de Elza e no livro de Margaret, está também presente na sociedade Brasileira e agravando durante uma pandemia, sustentado pela cultura do patriarcado. Logo, a violência é um problema de saúde pública e segurança, podendo ser combatido com palestras e treinamentos financiados feitos pelo ministério da Saúde financiado com verbas públicas tratando sobre violência doméstica a fim de diminuir os casos de violência contra mulher.