Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 17/06/2021
É fato que o Brasil tem uma pandemia tão grave quanto a da Covid-19. Segundo o governo federal, por meio do ministério da mulher, da família e dos direitos humanos, no ano de 2020 houveram 105 mil denuncias de violência contra a mulher, porem este numero é muito maior sendo que a maioria das mulheres não consegue denunciar por medo ou vergonha. Evidenciando esses fatos fica claro que o Brasil vive um problema social e estrutural quando o assunto é violência contra a mulher.
A sociedade Brasileira é machista. O homem dês de criança aprende que lugar de mulher é na função domestica ou sendo mãe, além de ouvir em diversas situações comentários como “oh lá em casa” ou ver um desenho que mostra a mulher como objeto. Em tempos de pandemia os problemas foram além, com casais convivendo todos os dias e o aumento do consumo de bebida alcoólica essa objetificação aflora em violência sendo física, sexual ou psicológica.
A violência contra a mulher machuca a sociedade toda e não só as vitimas. Enquanto se houver mulheres sofrendo agressão em silencio por medo da sociedade esse problema nunca vai acabar, segundo a OMS, organização mundial de saúde, o Brasil é o quinto pais do mundo que mais mata mulheres, as vezes por dizer um não pra alguém uma mulher já está em risco, o pior é quando o risco divide o mesmo teto que você e você não consegue ter voz pra denunciar por ser julgada ou por medo do próprio agressor.
Vendo tudo que foi apresentado nesse texto de algumas linhas fica evidente de que não há um pedido de socorro e sim um grito, um grito por ajuda que por vezes é sufocado. Nos ultimos tempos criaram novos metodos de denuncia, como a corrente do “X” vermelho, que caso a mulher vá a uma farmacia ou posto de saude pode denunciar com o desenho de um “X” em sua mão, mas isso não é suficiente, precisamos de medidas de conscientização e necessidade de educação sexual, para se ter conciencia de que não é não e que ela não é sua e sim um ser humano que tem direito de viver e não morrer apenas pelo fato de ser mulher.