Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 19/06/2021
Certamente a violência doméstica é um problema que a sociedade enfrenta há centenas de anos, e as vítimas são predominantemente mulheres, evidenciando a opressão que afeta o sexo feminino, até mesmo em espaços privados. De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, dos 4.762 homicídios de mulheres registrados em 2013, 50,3% foram cometidos por familiares, sendo a maioria desses crimes cometidos por parceiros ou ex-parceiros. Dessa forma, é essencial compreender os motivos por trás dessa problemática e tomar medidas que protejam essa parcela da população.
Primeiramente, é necessário entender a História dos direitos da mulher brasileira. A Lei do Divórcio foi aprovada apenas em 1977, para que finalmente as mulheres não ficassem presas a casamentos abusivos ou desastrosos. Em outras palavras, o martírio vivenciado por esse público não é recente, mas o apoio oferecido pelo poder público é quase recém-chegado, e apesar de temas relacionados a emancipação feminina estarem ganhando seu espaços nos debates das redes sociais, ainda é preciso um aprofundamento da temática, além de ampliação do acesso a esse tipo de conhecimento. Por isso, mesmo com uma trajetória de tantas lutas, a desigualdade enfrentada pelas mulheres ainda é nítida.
Ademais, entre os diversos obstáculos ocasionados pela pandemia, é possível destacar o aumento do estresse cotidiano e do consumo exacerbado de drogas lícitas, que quando associado ao aumento da convivência doméstica, resulta em mais casos de agressão do que o comum. Por essa razão, algumas campanhas vem sendo veiculadas pelos meios de comunicação, mas ainda não se mostraram suficientes para conter o crescimento exponencial das estatísticas de abuso doméstico contra a mulher no cenário atual. Benedetto Croce afirmava que a violência não é força, mas fraqueza, nem nunca poderá ser criadora de coisa alguma, apenas destruidora, e a assolação dos espaços de proteção feminina é inerente a nação brasileira.
Concluindo, é de suma importância que sejam disseminados os debates em relação ao tema, e cabe ao Estado ampliar os centros de proteção às vitimas, como por exemplo a Delegacia da Mulher, por meio do investimento financeiro e contratação de profissionais especializados na área.